A Polícia Civil do Paraná indiciou uma mulher de 38 anos por estelionato após ela aplicar um golpe no estado. A investigada simulava ser uma adolescente de 13 anos, alegando estar em estágio terminal de leucemia, para obter dinheiro de um grupo de religiosos.
As investigações revelaram que a mulher utilizou a rotina de uma jovem para convencer as vítimas. Segundo a Polícia Civil do Paraná, ela solicitava transferências bancárias via PIX sob o pretexto de custear despesas médicas e exames. Em 2021, a investigada forjou situações como falecimento de familiares e problemas de saúde ao longo de dez meses.
A atuação da suspeita em Santa Catarina foi registrada quando ela se passou por uma criança de 12 anos em uma família acolhedora em Joinville. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, informou à época que a “menina” relatou sofrer abusos e maus-tratos. A mulher, que se passava por outra pessoa, foi detida no distrito de Pirabeiraba.
A polícia descobriu que a investigada possuía o mesmo modo de operação em outros estados, incluindo Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará. O delegado comentou que “a única coisa que mudava era o primeiro nome” da pessoa utilizada no golpe.

