Uma cidadã britânica de 47 anos faleceu em Antalya, Turquia, após se submeter a uma cirurgia de aumento de mamas e abdominoplastia. O inquérito conduzido no Reino Unido concluiu que não há provas suficientes para definir a causa exata da morte, sugerindo causas naturais agravadas pelo procedimento.
A paciente viajou ao país acompanhada de sua filha para o procedimento estético, que foi considerado bem-sucedido pela equipe médica. Contudo, pouco tempo depois, ela apresentou falta de ar e sofreu uma parada cardíaca. A equipe médica tentou reanimá-la por 47 minutos, sem sucesso. O óbito foi registrado por volta das 19h do dia 16 de julho, no horário local.
As autoridades turcas inicialmente apontaram ataque cardíaco como causa. Entretanto, a autópsia realizada na Inglaterra não encontrou sinais de infecção, sepse ou lesões cardíacas compatíveis com infarto. O exame identificou indícios de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e depósitos de gordura nos pulmões.
O legista Christopher Wilkinson declarou que a cirurgia, isoladamente, não parece ter causado o óbito, mas ressaltou a falta de informações das autoridades turcas. Ele afirmou: “É muito provável que a DPOC ou uma infecção pulmonar tenha causado pressão extra sobre o coração. No entanto, não tenho provas suficientes para explicar melhor a causa médica da morte ou em que medida a cirurgia contribuiu para ela. A única conclusão possível é que ela pode ter morrido de causas naturais agravadas pelos efeitos da cirurgia”.

