Uma mulher utiliza um anel diferente a cada ano para celebrar sua sobriedade, um ritual iniciado em junho de 2015 após superar o alcoolismo. A tradição, que começou como presente materno, tornou-se um lembrete permanente de sua recuperação da dependência química.
A mulher enfrentou recaídas, internações e perda de emprego devido ao alcoolismo. Em 2015, ela percebeu que o sofrimento causado pelo vício superava o medo de abandoná-lo, marcando o ponto de virada em sua vida. Segundo ela, o medo de continuar bebendo se tornou maior que o medo de viver sem álcool.
O primeiro anel, presente de sua mãe, simbolizava o caminho percorrido, pois, diferentemente de brincos ou colares, os anéis permanecem sempre visíveis. Com o avanço da reabilitação, a coleção de joias funcionou como incentivo nos momentos difíceis, mantendo o foco na recuperação diária.
A tradição evoluiu: após quatro anos, sua mãe presenteou com um relógio do pai falecido. A partir desse momento, ela passou a escolher as joias. No nono ano de sobriedade, o companheiro transformou a ida à joalheria em um pedido de casamento, unindo a conquista da recuperação ao início de uma nova fase familiar.

