O fenômeno conhecido como ‘earworm’ descreve a persistência involuntária de melodias na mente após a escuta. Esse efeito, comum no ambiente de streaming, ocorre quando a música atinge um equilíbrio entre padrões reconhecíveis e surpresas sonoras.
O ‘earworm’ refere-se a melodias que retornam à mente sem convite, repetindo-se muito tempo após a execução. Produtor musical JESTFLY observou essa dinâmica em sua prática criativa, notando que certas faixas permaneciam na memória do público mesmo após o som cessar. Ele buscou entender por que certas experiências sonoras geram o desejo de repetição.
Pesquisas em cognição musical indicam que as composições mais memoráveis combinam simplicidade com elementos que mantêm a atenção ativa. Esse equilíbrio pode surgir em pausas estratégicas, variações rítmicas ou mudanças de textura. O retorno da música não se dá apenas pela familiaridade, mas pela forma como ela ativa expectativa, recompensa e emoção no ouvinte.
Segundo JESTFLY, essa percepção influenciou sua criação. Ele afirmou que hoje foca em construir uma experiência que desperte lembrança ou emoção. Ele concluiu que as pessoas se conectam com o que a música faz elas sentirem, e não apenas com o refrão.

