A Noruega rejeitou o pedido de feriado nacional para a segunda-feira, 6 de julho, após a seleção avançar às oitavas de final da Copa do Mundo. O primeiro-ministro Jonas Gahr Store declarou que haveria trabalho no dia seguinte ao confronto contra o Brasil, marcado para domingo, às 22h, no horário norueguês.
A classificação da seleção norueguesa, que eliminou a Costa do Marfim por 2 a 1 com gol de Erling Haaland, gerou mobilização popular e pedidos de folga. Store afirmou que a nação poderia comemorar durante a noite, mas precisaria retornar ao trabalho na manhã seguinte.
O chefe de governo utilizou a ética de trabalho do país para justificar a decisão. Ele comentou: “Somos um povo trabalhador, que não vive do trabalho dos outros, mas do trabalho uns dos outros”. A campanha esportiva também impulsionou a procura por locais de transmissão, com ingressos esgotados em pontos de Oslo.
A empolgação é reforçada pelo histórico de confrontos entre as seleções, sendo a Noruega a única que enfrentou o Brasil mais de uma vez sem perder. Store reconheceu que a campanha criou um sentimento de união no país, mas manteve a posição de que a celebração oficial não seria prolongada.

