Cientistas confirmaram a existência de uma espécie não reconhecida de pangolim asiático no Nepal e na Índia do Norte. A descoberta, detalhada em estudo recente, utiliza DNA de um espécime de 1836 para auxiliar na proteção do mamífero mais traficado do mundo.
Os pangolins, mamíferos nativos de partes da África e da Ásia, possuem corpos blindados com escamas que os tornam alvos de caçadores ilegais. Eles são classificados como os mamíferos mais traficados globalmente e enfrentam risco de extinção. A nova espécie, identificada como Manis aurita, expande o conhecimento biológico sobre a distribuição e as diferenças entre os pangolins.
A confirmação veio após uma análise de dez anos da família do animal. Pesquisadores utilizaram traços físicos e DNA para resolver um enigma taxonômico. Um espécime histórico, datado de 1836, guardado em arquivo de Londres, forneceu o material genético definitivo para provar que o pangolim do Himalaia difere do pangolim chinês.
Segundo os pesquisadores, as diferenças entre o M. aurita e o pangolim chinês são sutis, mas notáveis. O pangolim do Himalaia apresenta corpo maior, cauda mais longa e orelhas menores. Essa identificação precisa é vital para a conservação, pois permite aos cientistas rastrear as espécies traficadas nos mercados ilegais.

