A Copa do Mundo de 2026 implementou mudanças na arbitragem para otimizar o jogo e dar mais poder ao árbitro de vídeo. As novas regras, que incluem impedimento semiautomático e sensor na bola, visam reduzir paralisações e aumentar a precisão das decisões, segundo a Fifa.
As medidas têm demonstrado eficácia, conforme avaliação de Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa. Nos 72 jogos da fase de grupos, por exemplo, apenas um jogador substituído não respeitou o limite de dez segundos para deixar o campo, exigindo que o substituto aguarde um minuto para entrar. O limite de cinco segundos para tiros de meta foi excedido quatro vezes, resultando em escanteio ao adversário, e onze vezes em arremessos laterais, com reversão da cobrança, aponta o relatório de arbitragem da Fifa.
A evolução tecnológica também foi notável. O impedimento semiautomático, que utiliza inteligência artificial em avatares 3D, fez com que a média de impedimentos caísse de 3,9 para 3,4 por jogo em comparação com 2022. Além disso, o sensor da bola, equipado com um chip que detecta dados 500 vezes por segundo, auxiliou na anulação de gols, como ocorreu em um duelo entre Croácia e Portugal.
Outras alterações incluem a regra da mão na boca, criada após um episódio de acusações racistas, que levou à expulsão de dois jogadores na Copa. O torneio não registrou episódios de racismo ou discriminação. A média de amarelos caiu de 3,4 para 2,7 por jogo, enquanto os pênaltis diminuíram de 0,4 para 0,2 por partida.

