O novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 210 milhões para o complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O aporte visa saneamento, iluminação e regularização fundiária, mas as obras do PAC anterior, lançado em 2008, deixaram projetos incompletos.
O novo PAC destina R$ 210 milhões ao Alemão, com R$ 200 milhões em repasse federal e R$ 10 milhões de contrapartida municipal. O programa anterior, que investiu R$ 493 milhões na comunidade, foi executado por consórcio que envolveu Delta, OAS e Novonor. Embora creches e unidades de saúde do período anterior estejam em funcionamento, a rede de saneamento e a pavimentação de ruas ficaram incompletas.
O teleférico, principal símbolo do PAC de 2008, está inoperante há dez anos. O projeto de recuperação do transporte, assinado em 2024, encontra-se atrasado. O Instituto Raízes em Movimento sugeriu ao novo PAC que a avenida Central, área onde casas foram derrubadas para a construção das estações, se torne um corredor verde.
Coordenador do Instituto Raízes, Alan Brum, afirmou que um dos problemas graves do PAC anterior foi a falta de escuta, definindo a relação como um “duplo monólogo” entre poder público e moradores. Ele declarou que o novo PAC busca construir protagonismo na política pública de urbanização, com a população sugerindo o planejamento.

