O Nubank é o principal candidato à aquisição da filial brasileira da Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco estatal de Portugal. A negociação, que está na fase final de propostas, depende da decisão do governo português e da aprovação dos reguladores de ambos os países.
O interesse da fintech na aquisição possui motivação regulatória. Desde novembro de 2025, o Banco Central estabeleceu regras que proíbem instituições sem licença bancária plena de usar termos como “bank” em suas marcas. Como o Nubank atua em pagamentos e crédito sem licença completa, a compra de uma instituição já autorizada pelo BC pode acelerar sua regularização.
O governo português espera receber cerca de R$ 250 milhões com a venda da subsidiária brasileira da CGD. A filial apresenta ativos totais estimados entre R$ 1,8 bilhão e R$ 1,9 bilhão, além de um patrimônio líquido próximo de R$ 300 milhões e uma carteira de crédito de aproximadamente R$ 870 milhões.
Além do Nubank, outros grupos participam da disputa, tendo passado por uma etapa de apresentação de garantias financeiras. O fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, afirmou que o objetivo central de uma eventual aquisição seria obter a licença bancária, e não incorporar carteira de clientes.

