A Nvidia mantém sua posição de compra, segundo um analista, argumentando que a sustentação das margens da empresa reside no software, e não apenas no ciclo de produção de GPUs. A convicção se baseia na ‘gravidade do software’, que garante receitas de alta margem mesmo com desaceleração na compra de hardware por grandes empresas de tecnologia.
A tese de investimento foca no software, e não no ciclo de semicondutores. O analista afirma que, mesmo que as grandes empresas de tecnologia reduzam a compra de GPUs, a base instalada de aplicações empresariais construídas no ambiente de execução da Nvidia continua gerando faturamento com alta margem. Isso permite que a margem bruta não-GAAP se mantenha em 75,0% no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, com projeção de 75,0% ± 50 pontos-base para o segundo trimestre, em receita de 91,0 bilhões de dólares ± 2%.
Os indicadores financeiros mostram um negócio robusto. O fluxo de caixa livre atingiu 48,554 bilhões de dólares no trimestre e 96,575 bilhões de dólares no ano fiscal de 2026. Além disso, a diretoria aumentou a autorização de recompra em 80,0 bilhões de dólares em maio e elevou o dividendo trimestral de 0,01 para 0,25 dólares. Jensen Huang declarou que ‘a corrida da IA não é apenas sobre chips. É sobre em qual pilha o mundo roda’.
O risco principal apontado é uma pausa nos gastos de capital das grandes empresas de tecnologia, mas o analista contrapõe que a utilização da base instalada está crescendo mais rápido que os novos investimentos. A empresa também devolveu cerca de 20,0 bilhões de dólares aos acionistas em um único trimestre, mantendo a atratividade do investimento.

