A exposição “O Brasil de Portinari” apresenta 56 obras do pintor modernista Candido Portinari no Museu Nacional da China (MNC), em Pequim, até 10 de outubro. O projeto, idealizado pelo filho do artista, ocorre no contexto do Ano Cultural Brasil-China 2026. Em contrapartida, a mostra “Sabores da tradição” exibe a história alimentar chinesa no Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro.
A mostra em Pequim é uma realização de um sonho gestado por mais de sete décadas, visto que o pintor nunca visitou a China. O projeto foi viabilizado no MNC, e a exposição está dividida em quatro núcleos temáticos: família e infância, trabalho, fé e folclore, além de esboços e estudos preparatórios. Entre as obras selecionadas estão maquetes emprestadas pelo Itamaraty, que serviram de base para os murais de 14m por 10m.
João Candido Portinari, filho do artista, afirmou que o público chinês se identifica com o retrato do Brasil do interior, valorizando temas como família e trabalho. O diretor do MNC, Lou Wenli, definiu Portinari como um “titã icônico na história da arte moderna brasileira”. A exposição deve atrair cerca de 4 milhões de visitantes, segundo estimativas do museu.
No Rio de Janeiro, a exposição “Sabores da tradição” aborda o processo civilizatório chinês, cobrindo mais de dez mil anos. O Museu Histórico Nacional (MHN) exibe 121 itens, incluindo utensílios de bronze, ouro, prata, cerâmica, porcelana, jade e madeira. O diretor do MHN, Cícero de Almeida, comentou que os artefatos demonstram que a segurança alimentar era uma questão política vital há milênios.

