Os oceanos registraram em junho o mês mais quente de sua história, conforme anúncio do observatório Copernicus nesta quarta-feira (1º de julho de 2026). O aumento de temperatura média na superfície oceânica foi de 20,98 °C, superando o recorde anterior de 20,89 °C registrado em 2024. O fenômeno é atribuído à passagem do El Niño e ao aquecimento global causado pela ação humana.
O observatório Copernicus explicou que a elevação das temperaturas prejudica o planeta de várias formas. Segundo o órgão, o calor mantém a atmosfera aquecida por mais tempo, fornece energia extra para tempestades e aumenta a evaporação. Isso eleva o potencial de precipitação extrema e inundações.
As altas temperaturas também causam outros problemas ambientais. Entre eles, destacam-se o derretimento do gelo, que provoca a elevação do nível do mar, e a sobrecarga dos ecossistemas marinhos. O Copernicus afirmou que o aquecimento intenso perturba ecossistemas e a pesca.
Além dos impactos ambientais, o aquecimento da superfície oceânica afeta economias costeiras e pode intensificar os extremos de calor em regiões terrestres próximas, conforme declarou o observatório.

