A Oncoclínicas formalizou um plano de recuperação extrajudicial para reestruturar um passivo de R$ 5,1 bilhões. A empresa declarou que o processo não afetará o atendimento a pacientes, mesmo após crises anteriores por falta de insumos.
O plano de reestruturação abrange 795 credores e foca em débitos já vencidos com fornecedores de medicamentos e insumos. Custos operacionais atuais, como salários de funcionários, foram excluídos do acordo, segundo a companhia.
A empresa sinaliza ao mercado que continua em operação. Para que o plano seja homologado pela Justiça, a Oncoclínicas precisa alcançar a aprovação de 50% dos credores nos próximos 90 dias. Credores financeiros, como a securitizadora Opea, concentram mais de R$ 3 bilhões em créditos.
A companhia citou fatores internos e externos, como a expansão acelerada e a deterioração macroeconômica, como taxas de juros elevadas, como causas da crise de caixa. O plano pode incluir injeção de recursos dos acionistas e conversão de dívidas em ações.

