A Oncoclínicas solicitou recuperação extrajudicial na segunda-feira (13) para renegociar um total de R$ 5,1 bilhões em dívidas com credores. A empresa afirmou que os atendimentos e operações seguem normalmente, pois o processo não afeta clientes e fornecedores.
O pedido, que ainda depende de ratificação por assembleia de acionistas, conta com a adesão de 37% dos credores. O plano de reestruturação prevê aporte de acionistas, conversão de dívidas em papéis da companhia, refinanciamento de passivos ou alongamento dos prazos de pagamento, segundo o documento divulgado nesta terça-feira (14).
A rede, fundada em 2010, é a maior privada de tratamento oncológico do Brasil, com 142 unidades em 49 cidades e mais de 1.700 médicos especializados. A companhia enfrentou problemas financeiros após a liquidação do Banco Master em novembro de 2025 e a inadimplência da Unimed-Ferj, que gerou um rombo de R$ 861 milhões.
Em abril, a Oncoclínicas reportou prejuízo consolidado de R$ 3,67 bilhões para 2025, elevando a relação dívida líquida sobre o Ebitda para 4,3x. Devido a esses resultados, a empresa quebrou o *covenant* contratual de 3,5x. A companhia obteve cautelar no TJSP suspendendo cobranças por 60 dias.

