A Europa enfrenta o aumento de ondas de calor, que resultam em mais de mil mortes na Espanha e na França em junho. O fenômeno, que gera resignação climática, é agravado por previsões de eventos mais longos e intensos.
A luta global contra as mudanças climáticas perde impulso, um quadro que a imprensa chama de fadiga climática. Essa resignação sugere que, se o problema não tem solução, a adaptação deve prevalecer sobre a reversão. Enquanto isso, países europeus registram impactos diretos do calor extremo.
A Espanha contabilizou mais de 1.000 óbitos atribuídos ao calor em junho, com dois terços desses casos concentrados na semana mais quente. A temperatura média no país superou a do mês anterior em 3,2 graus acima do normal. Na França, o número de falecimentos por essa causa ultrapassou mil em poucos dias no final de junho.
Os efeitos vão além da saúde. Em Leipzig, Alemanha, o serviço de bondes precisou ser interrompido porque as juntas dos trilhos derreteram. Especialistas alertam que as ondas de calor na Europa, que antes atingiam dez dias, podem agora se estender por 40 dias.

