A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta terça-feira (7) que a crise humanitária no Líbano permanece crítica, apesar da redução das hostilidades. Mais de meio milhão de libaneses deslocados começaram a retornar, mas dezenas de milhares não voltam por insegurança e falta de serviços básicos.
O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, declarou que, embora os retornos ocorram, atividades militares e incidentes de segurança persistem em muitas áreas. Ele afirmou que mais de 34 mil pessoas ainda vivem em abrigos coletivos. Muitas famílias relutam em retornar porque suas moradias foram danificadas ou há munições não detonadas nos vilarejos.
As crianças são o grupo mais afetado. Segundo estimativas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 308 mil crianças continuam deslocadas, e mais de 1 milhão necessita de assistência humanitária. Parceiros humanitários relataram aumento de preocupações com proteção, como trabalho infantil e violência de gênero.
Para auxiliar 1,4 milhão de pessoas até agosto, a ONU e o Líbano revisaram um pedido de ajuda que busca arrecadar US$ 640 milhões. A iniciativa recebeu, até o momento, 42% do financiamento necessário. O responsável interino pelo Escritório do Coordenador Especial da ONU para o Líbano iniciou visita a Israel nesta terça-feira.

