Opositores da rápida expansão de centros de dados planejam protestos em pelo menos 125 locais nos Estados Unidos neste sábado. A ação, a primeira coordenada nacionalmente, visa canalizar a indignação contra o crescimento da infraestrutura de inteligência artificial, que intensificou a disputa política local.
O grupo HumansFirst coordena os protestos. O grupo, cofundado por um ex-líder do Tea Party, compara a resistência aos data centers ao movimento populista de direita surgido em 2009, que protestava contra tributação e interferência governamental. Os manifestantes criticam a expansão como “irresponsável” e “violação inaceitável de nossa liberdade”.
Cidades e condados lideram a oposição. Em alguns casos, projetos de centros de dados foram aprovados por autoridades locais que assinaram acordos de confidencialidade com incorporadoras, apesar da resistência de moradores ou da falta de fiscalização regulatória. Políticos estaduais e nacionais acompanham a indignação dos eleitores sobre contas de energia mais altas, desvio de recursos hídricos e poluição.
A questão une norte-americanos. Pesquisa realizada em junho, segundo a imprensa internacional, mostrou que apenas um terço dos americanos aprova o ritmo de construção de data centers. Além disso, apenas 14% dos entrevistados apoiariam a instalação de um data center em sua comunidade para apoiar projetos de IA de empresas como Meta, Alphabet, Amazon, Microsoft e xAI.

