Especialistas debateram que o orçamento brasileiro está fragmentado por interesses corporativos e políticos, exigindo que o presidente atue como definidor de rumos. O diagnóstico aponta que a pulverização de recursos impede mudanças estruturais no país.
O seminário online reuniu o historiador Daniel Aarão Reis Filho e o economista Frederico Rocha. Ambos concordaram que o Brasil é um país retalhado por interesses corporativos, políticos e empresariais. A gestão pública enfrenta desafios como a convivência entre a Nova Indústria Brasil (NIB), o BNDES e os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e a AGU.
O orçamento está pulverizado entre interesses corporativos e a apropriação pelo Congresso e por lobbies. O autor sugere que o presidente deve ser o ‘maestro’ para resolver essa situação, propondo princípios como a exigência de transferência de tecnologia de empresas estrangeiras que buscarem terras raras.
Com a escassez orçamentária, o texto afirma que o governo precisará de definições claras. Entre as prioridades, o autor cita o equilíbrio fiscal, que deve ser alcançado com aumento da tributação sobre os mais ricos, e o combate ao orçamento secreto.

