A organizadora de um evento de rope jump foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado após uma jovem morreu em Limeira (SP) em 13 de junho. A investigação aponta que a vítima foi lançada sem o sistema de segurança adequado, culminando em seu óbito.
A indiciada, de 43 anos, foi acusada por homicídio qualificado por motivo torpe e fraude processual. A polícia solicitou à Justiça a conversão de sua prisão temporária em preventiva. O segundo inquérito, concluído em 30 de junho, também resultou na revogação dos pedidos de prisão de dois homens, devido à falta de provas.
No primeiro inquérito, concluído em 22 de junho, três instrutores foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Segundo o relatório final, a vítima “foi submetida à atividade conhecida como aviãozinho, sem que estivesse devidamente conectada ao sistema de segurança destinado à proteção contra quedas, circunstância que culminou diretamente em seu óbito”.
A investigação apontou que a organizadora participava da estrutura de gestão logística e comercial do evento. A delegada afirmou que os elementos colhidos indicam “manutenção consciente de atividade de elevado risco em contexto caracterizado por sucessivas falhas estruturais”.

