O preço do ouro recuou na sessão de quarta-feira, 15, influenciado pela continuidade das ofensivas no Oriente Médio. Apesar das tensões, dados de inflação nos Estados Unidos indicaram alívio nas pressões econômicas, segundo a Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).
O metal precioso operou em queda, revertendo ganhos anteriores. O ouro para agosto fechou em 0,44%, a US$ 4.051,8 por onça-troy, e a prata para setembro caiu 2,83%, a US$ 57,433 por onça-troy. O presidente americano, Donald Trump, declarou que continuará ampliando ataques contra o Irã, visando instalações de eletricidade do país.
Os resultados econômicos dos Estados Unidos também influenciaram o mercado. O índice de preços ao produtor (PPI) recuou mais que o esperado na comparação anual. A Capital Economics afirmou que esses dados dão tempo ao Fed (Federal Reserve) antes de uma decisão de aperto monetário. Contudo, o presidente do Fed, Kevin Warsh, comentou que tanto o PPI quanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de terça-feira, 14, são “imperfeitos”.
Analistas apontam cautela. A ANZ acredita que o ouro pode recuar para perto de US$ 3.500 se as expectativas de aperto monetário do Fed se mantiverem firmes. Um especialista da Nomad afirmou que o alívio inflacionário já foi revertido, citando as novas tensões no Oriente Médio e a retomada da alta do petróleo.

