O ouro encerrou o pregão em alta nesta quinta-feira (30), impulsionado pela reação dos mercados à decisão de juros do Federal Reserve (Fed), divulgada na quarta-feira (29). A autoridade monetária americana manteve as taxas, enquanto declarações de Kevin Warsh sobre a política monetária e dados do Índice de Preços ao Consumidor (PCE) influenciaram o desempenho dos metais.
Com a expectativa de uma política monetária menos restritiva, o dólar perdeu força, contribuindo para a valorização do ouro. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto subiu 1,58%, fechando a US$ 4.100,1 por onça-troy. A prata para setembro também avançou, com alta de 1,6%, atingindo US$ 59,017 por onça-troy.
O Fed manteve a taxa de juros inalterada pela quinta reunião consecutiva. Contudo, a decisão não foi unânime; três dos 12 integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) votaram pela elevação dos juros, argumentando que a economia cresce e a inflação ultrapassa a meta de 2%. Essa divergência foi a maior desde setembro de 2016.
Kevin Warsh afirmou que o PCE permanece como principal indicador de referência para a meta de inflação do Fed, mas a instituição avalia um conjunto mais amplo de dados. A primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre apontou desaceleração, e o núcleo do PCE de junho avançou menos do que o previsto, o que a consultoria Capital Economics considera um fator positivo para o Fed.

