O Brasil, líder mundial em procedimentos estéticos, registra uma mudança de preferência entre pacientes. Em vez da Lipo HD, conhecida por contornos musculares marcados, o público busca resultados mais suaves e integrados à anatomia natural, segundo especialistas.
Pesquisadores da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) detectaram que, mesmo solicitando a técnica de alta definição, os pacientes demonstram preferência prática por contornos menos evidentes. A cirurgiã Ana Cecília Granda observa que o foco mudou de máxima definição muscular para valorizar equilíbrio, naturalidade e segurança dos procedimentos.
A especialista aponta que o acesso à informação tem influenciado esse comportamento. Ela explica que o intenso marketing nas redes sociais leva muitos pacientes a idealizar resultados sem compreender os riscos e as limitações biológicas. Por isso, a médica afirma que, quando as expectativas são incompatíveis com os limites de segurança, sua conduta é recusar o procedimento.
O avanço tecnológico também apoia essa tendência. A lipoaspiração moderna utiliza ultrassom VASER e equipamentos como o MicroAire para maior controle. Contudo, Ana Cecília Granda declara que “Nenhuma tecnologia substitui o planejamento adequado e a experiência do cirurgião”, defendendo que a excelência reside em combinar beleza, naturalidade e segurança.

