O pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, Eduardo Paes, retirou a deputada estadual Lucinha da chapa para reeleição na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A medida impede que a parlamentar use a legenda do partido nas eleições de outubro, sinalizando prioridade no combate ao crime organizado.
A decisão de Paes, segundo interlocutores da campanha, não se restringe ao risco de contestação judicial. O movimento busca reforçar um discurso mais rígido sobre segurança pública, defendendo a recuperação da autoridade do Estado em áreas controladas por grupos armados e milícias. A permanência da parlamentar na chapa era vista como um possível fator de desgaste político.
A trajetória da deputada foi marcada por investigações. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou a parlamentar por suposta ligação com uma milícia, alegando que ela teria repassado informações sobre agendas de Paes. A denúncia foi recebida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Em processos anteriores, a deputada teve seu mandato afastado cautelarmente em dezembro de 2023, mas a Alerj autorizou seu retorno em fevereiro de 2024. Além disso, uma condenação por peculato, proferida em 2024, foi anulada em outubro de 2025 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

