Pagodeiros como Sorriso Maroto e Belo estão regravando canções pouco conhecidas de seus repertórios, um movimento inspirado no conceito de ‘lado B’ do vinil. A iniciativa surge em resposta à saturação de grandes sucessos no gênero, buscando oferecer novidades ao público.
O conceito de ‘lado B’ ganhou espaço no pagode, impulsionado pela aprovação dos fãs. O Sorriso Maroto, por exemplo, lançou o projeto “Sorriso Eu Gosto No Pagode – Lado B” no início do ano, regravando faixas antigas. Belo também anunciou um álbum focado nesse formato de regravação de sua carreira.
Marcelinho TDP, cavaquinista da Turma do Pagode, explicou que a repetição constante de hits gerou cansaço no público. Ele afirmou que, enquanto as regravações trazem nostalgia, a busca por algo diferente levou os artistas a resgatar músicas que não eram os grandes sucessos.
Apesar da tendência de regravações, novos trabalhos inéditos continuam a surgir e a fazer sucesso. Ferrugem emplacou “Apaguei Pra Todos” em 2025, e Vitinho alcançou quase 10 milhões de visualizações no YouTube com “Iceberg”. Os músicos declaram que, embora as regravações sejam um fenômeno, as músicas inéditas são o que constrói a identidade de um artista.

