Em Ribeirão Preto, pais de crianças de sete e dois anos afirmam que o contato precoce com o rock influencia positivamente a criação dos filhos. As famílias relatam que a paixão pelo gênero musical estimula a expressão, a interação e o desenvolvimento cognitivo das crianças.
As famílias compartilham o amor pelo rock e incentivam a música como pilar na educação. O músico Beto Leonetti e a escritora Silvia Ueno relatam que o filho, de sete anos, teve sua rotina musical influenciada por bandas clássicas do rock desde o nascimento. A mãe de Thomas descreveu como o menino pegava discos de vinil, como o “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd, com cuidado.
Na outra família, o casal Nayara Kobori e Renato Rosa escolheu o nome do filho Eduardo, de dois anos, em homenagem a roqueiros brasileiros. O menino acompanha os shows do pai, vocalista, e imita os movimentos nos palcos. Os pais notam avanços nas habilidades sociais, paciência e criatividade das crianças.
Daniel Junta, diretor musical da School of Rock de Ribeirão Preto, explica que a musicalização infantil exige movimentos cerebrais simultâneos. Segundo ele, o contato com instrumentos e ritmos trabalha a audição, a visão, a leitura e a memória ao mesmo tempo, auxiliando no estudo e na disciplina.

