Cerca de 40 pessoas ocupam o Palacete Imperial, um casarão histórico no Centro do Rio de Janeiro que está interditado pela Defesa Civil há 18 anos. A Prefeitura do Rio afirma que a retirada dos ocupantes depende de ordem judicial específica e apoio das forças de segurança estaduais.
O imóvel, construído em 1862, integra o patrimônio histórico da cidade e fica em frente ao Campo de Santana. Apesar de sua importância, o casarão apresenta deterioração, com parte do telhado desabada e janelas danificadas. A Defesa Civil mantém a interdição, após realizar ao menos dez vistorias desde 2008, classificando-o como estrutura de risco.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acompanha a ocupação desde 2017 e solicitou apoio aos órgãos públicos para uma desocupação humanizada. Em maio de 2024, uma decisão judicial determinou a restauração imediata do prédio. Contudo, projetos de recuperação enfrentam dificuldades; um convênio de R$ 25 milhões, firmado em 2022, foi encerrado antes da execução das obras.
Mais recentemente, em outubro de 2025, a UFRJ teve aprovado um projeto de restauração de R$ 17 milhões por meio da Lei Rouanet. A proposta visa transformar o casarão no Observatório de História, Memória e Arte do Rio de Janeiro, mas o projeto ainda está em fase de captação de recursos.

