A cadeia do óleo de palma no Brasil busca se reposicionar como pilar do agronegócio amazônico, visando o mercado de biocombustíveis. O setor planeja unir alta produtividade e uso de áreas degradadas com a agricultura familiar para suprir a demanda nacional e reduzir importações.
O país possui 283 mil hectares plantados, gerando cerca de 700 mil toneladas anuais, mas ainda importa 300 mil toneladas, segundo levantamento da Abrapalma. A cultura é vista como eficiente, podendo atingir 25 toneladas por hectare ao ano, e seu cultivo segue o Zoneamento Agroecológico, que restringe o desmatamento nativo. Essa característica apoia a agenda de bioeconomia e descarbonização.
O potencial da palma é relevante para a produção de diesel verde (HVO) e combustível sustentável de aviação (SAF). Além disso, pequenos agricultores ocupam 39,1 mil hectares, representando 13,8% da área total, e respondem por 22,39% da produção. A Fundação Solidaridad indica que a expansão sustentável pode beneficiar até 25 mil famílias.
Contudo, o avanço do setor enfrenta obstáculos. A Abrapalma aponta a perda de tração devido à descontinuidade de políticas de fomento e às isenções de imposto de importação. Logística também é um desafio, pois o transporte interno pode ser mais caro que a importação da Indonésia. O crédito, via Pronaf Bioeconomia, financia valores insuficientes para ampliar a escala da atividade.

