O Conjunto Moderno da Pampulha completa dez anos como Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco em julho. Enquanto celebra o marco, a Prefeitura de Belo Horizonte avançou na busca por um novo modelo de gestão, contratando empresa para elaborar estudos de possível concessão.
O reconhecimento internacional, conquistado em 2016, impôs compromissos de preservação ao complexo, que abriga obras de Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx. Um dos principais desafios é a recuperação da Lagoa da Pampulha, cuja melhoria da qualidade da água é acompanhada pela Unesco, envolvendo ações de Belo Horizonte e Contagem.
Para estruturar a gestão, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente oficializou a contratação da PBH Ativos S.A.. O contrato, avaliado em até R$ 2,4 milhões, visa embasar o projeto e indicar o modelo de gestão mais adequado. A prefeitura ainda não definiu quais equipamentos integrarão a futura concessão.
Outros pontos pendentes incluem o Museu de Arte da Pampulha (MAP), fechado há sete anos para restauração, e a requalificação do anexo do Iate Tênis Clube. O Iphan já aprovou o estudo preliminar da intervenção no anexo, mas aguarda o anteprojeto municipal. O urbanista Flávio Carsalade afirmou que é preciso aproveitar o potencial urbanístico e turístico da Pampulha.

