O governo do Panamá anunciou a renovação de um acordo com a China que garante vantagens à frota panamenha em portos do gigante asiático. A decisão ocorre em meio a denúncias de controles rigorosos na China, após a Justiça panamenha anular concessões portuárias à empresa Hutchison.
As negociações, realizadas em Pequim na semana passada, levaram os dois países a proceder com os trâmites de renovação do documento, que expira neste ano. O acordo oferece benefícios como taxas portuárias preferenciais e procedimentos mais ágeis para navios com bandeira panamenha nos terminais chineses.
Apesar do avanço, o Panamá enfrenta dificuldades. Segundo a imprensa local, cerca de 500 navios panamenhos foram detidos para inspeção em 2026, um volume sem precedentes. O governo panamenho atribuiu esse aumento à pressão política de Pequim, decorrente da anulação judicial das concessões portuárias no início do ano.
A situação se desenrola sob a ameaça dos Estados Unidos de retomar o controle do canal, alegando que ele estaria sob influência chinesa. Contudo, Pequim negou qualquer medida retaliatória, afirmando cumprir a lei internacional para assegurar a segurança das operações.

