O Paraguai convocou o embaixador brasileiro em Assunção para entregar uma nota de repúdio contra declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança. A medida ocorre após o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, afirmar que o governo defenderá os interesses do país vizinho.
A controvérsia começou quando Lula afirmou, durante visita à empresa de defesa Avibras Aeroco, que as Forças Armadas deveriam estar preparadas devido a quem deseja iniciar conflitos. O presidente brasileiro mencionou que o Paraguai invadiu o Brasil, o Uruguai e a Argentina, e que o conflito durou cinco anos.
Antes da convocação diplomática, o presidente da Câmara dos Deputados paraguaio, Raúl Latorre, criticou as falas de Lula. Latorre declarou que o presidente brasileiro falava com “muita leviandade sobre a maior tragédia da nossa história, o maior genocídio do nosso continente”.
O presidente paraguaio, Santiago Peña, também manifestou desaprovação. Ele comentou que Lula volta a falar levianamente sobre conflitos armados nas Américas. A senadora Esperanza Martínez também criticou as declarações, afirmando que elas eram “remanescentes do imperialismo”.


