A Unicamp e a Polícia Técnico-Científica de São Paulo firmaram parceria para criar o NSP-Monitor, um sistema que mapeará novas drogas sintéticas no estado. A iniciativa reunirá, pela primeira vez, dados de apreensões, análises laboratoriais e registros de intoxicação para apoiar políticas de saúde e segurança.
O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com duração de quatro anos, visa identificar rapidamente as Novas Substâncias Psicoativas (NSP). Segundo o coordenador do CIATox, professor José Luiz da Costa, a proposta surgiu para resolver a falta de um banco de dados único na Polícia Científica de São Paulo, que hoje depende de levantamento manual de informações dispersas.
Na prática, o NSP-Monitor integrará laudos periciais, registros de apreensões e dados clínicos do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). Ao consolidar essas bases, o sistema permitirá acompanhar o surgimento de novas drogas quase em tempo real, gerando indicadores geográficos e temporais para órgãos de segurança. A função da Unicamp é fornecer o conhecimento científico para desenvolver e organizar essas informações.
Além de auxiliar a segurança pública, o projeto tem função sanitária. Ao acelerar o compartilhamento de dados, hospitais e toxicologistas receberão alertas mais rápidos sobre substâncias perigosas, melhorando o diagnóstico e o tratamento de pacientes intoxicados. Parte das informações sobre as substâncias apreendidas será disponibilizada ao público.

