Um pastor, investigado pela Polícia Federal por suposta ligação com o jogo do bicho e a ‘Máfia do Cigarro’, deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó neste domingo (12). A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converter a prisão preventiva em regime domiciliar no sábado (11).
A decisão do STF impôs ao investigado o uso de tornozeleira eletrônica e determinou medidas cautelares adicionais. Moraes proibiu o pastor de manter contato com os demais envolvidos na investigação e de utilizar redes sociais. A determinação também inclui a suspensão de documentos de porte de arma de fogo em seu nome e a entrega de passaportes.
A investigação, parte da 5ª fase da Operação Unha e Carne, apura um esquema de pagamentos envolvendo o jogo do bicho e a ‘Máfia do Cigarro’ a agentes públicos. A PF localizou o pastor em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, durante a prisão ocorrida no dia 2.
O ministro justificou a substituição da prisão preventiva pelo domiciliar com base no estado de saúde do pastor, que sofre de retocolite ulcerativa grave, e na condição de saúde de sua esposa, que está grávida de alto risco.

