Pecuaristas de 14 associações nacionais e estaduais se opõem às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. O setor alerta que a não adequação pode levar ao veto de proteínas brasileiras ao bloco a partir de 3 de setembro.
As entidades defendem o uso das substâncias com base em critérios científicos, afirmando que o Brasil possui um dos mais rigorosos sistemas de controle sanitário do mundo, conforme o Codex Alimentarius e a Organização Mundial do Comércio. Segundo os representantes, os antimicrobianos auxiliam na saúde e no bem-estar animal, além de melhorar a eficiência alimentar.
Os pecuaristas criticam a proposta de banimento definitivo, alegando que impor regras de um mercado específico à pecuária nacional compromete a soberania regulatória do país. Eles argumentam que as condições de importação devem ser cumpridas apenas por quem opta por acessar esses mercados.
A União Europeia anunciou em 5 de junho que excluiria o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e de frango, pois o país não forneceu informações exigidas sobre o cumprimento dos requisitos de antimicrobianos. As exportações brasileiras para o bloco somaram US$ 2,026 bilhões em 2025, sendo carne de aves e carne bovina os maiores volumes.

