O Departamento de Defesa dos Estados Unidos concedeu à Oracle um contrato de quase US$ 7 bilhões para fornecer software e serviços a ramos militares, Guarda Costeira e comunidade de inteligência por dez anos. A notícia elevou as ações da empresa em mais de 3%, mas investidores questionam se o acordo compensará a perda de mais da metade do valor das ações em dez meses.
O contrato, negociado pelo Departamento da Marinha, consolida licenças, manutenção e consultoria em um único acordo, com período base de cinco anos e opção de cinco anos. A Diretora de Informação do DoD, Kirsten Davies, declarou que a estrutura do contrato economizará pelo menos US$ 441 milhões para os contribuintes, em comparação com o modelo anterior fragmentado.
Apesar do ganho, a empresa enfrenta um cenário financeiro desafiador. As ações da Oracle fecharam em 23 de julho de 2026 com queda de 46,11% em relação ao nível de US$ 222,75 registrado em 2 de setembro de 2025. A empresa registrou despesas de capital de US$ 55,66 bilhões no ano fiscal de 2026, o que levou o fluxo de caixa livre a ficar negativo em US$ 23,69 bilhões.
O mercado de crédito também sinaliza preocupações. A agência S&P Global Ratings rebaixou a classificação de crédito da Oracle para BBB-, e swaps de crédito de cinco anos atingiram um patamar próximo a 18 anos de alta. A empresa planeja levantar cerca de US$ 40 bilhões em 2027 por meio de dívida e capital próprio.

