A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que um perito criminal produziu dois arquivos com menções a ministros do STF a partir do celular de um banqueiro. O profissional sugeriu à equipe de investigação o vazamento do material, o que levou ao seu afastamento das funções.
A investigação, aberta por ordem de Mendonça, apura vazamentos de dados do celular do banqueiro. Segundo a PF, o perito acessou a extração do aparelho em 1º de dezembro e, três dias depois, gerou os arquivos intitulados “Moraes.pdf” e “Toffoli e esposa.pdf”. Esses documentos reuniam diálogos e menções aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Um dos arquivos continha trechos de contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com a advogada da esposa de um dos ministros. Depoimentos de policiais federais indicaram que o perito sugeriu o vazamento à imprensa após produzir os documentos. Os investigadores não concordaram, mas os detalhes do contrato foram divulgados posteriormente pela mídia.
A PF sustenta que o perito direcionou esforços contra o escopo da investigação, buscando elementos desabonadores dos magistrados. O profissional foi convocado para auxiliar a equipe da Operação Compliance Zero em novembro do ano passado e teve seus acessos encerrados após o incidente.

