Uma pesquisa da Plano CDE, encomendada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), indicou que a suspensão da cobrança do imposto de importação de 20% em compras de até US$ 50 não deve provocar migração de consumidores brasileiros para plataformas estrangeiras.
Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados afirmaram que continuariam comprando no comércio nacional mesmo com a suspensão da cobrança. A medida, revogada por meio de medida provisória, depende de aprovação do Congresso Nacional até 8 de setembro.
André Porto, diretor-executivo da Amobitec, explicou que o comportamento do consumidor vai além da comparação de preços. Ele afirmou que a experiência de compra, a disponibilidade dos produtos e o acesso são fatores considerados na decisão. Porto ressaltou que a taxa incide apenas sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas no âmbito do programa Remessa Conforme.
O executivo declarou que a tributação não cumpriu o objetivo de fortalecer a indústria nacional. Ele disse que o debate sobre competitividade deve focar na redução do “Custo Brasil”, e não na imposição de sobretaxa ao consumidor. Porto argumentou que a importação por pessoas físicas possui características distintas da importação empresarial.
Caso o Congresso confirme a revogação definitiva do imposto, a Amobitec espera continuidade dos investimentos no comércio eletrônico e na infraestrutura logística do país, o que pode ampliar o acesso dos consumidores a produtos.


