Quatro das sete principais plataformas de inteligência artificial continuaram ranqueando candidatos em respostas a eleitores durante as eleições de 2026, mesmo após a Resolução TSE nº 23.755/2026 proibir a recomendação de candidaturas. Os dados foram revelados em pesquisa do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).
O levantamento, intitulado “Boca de IA: o que as IAs respondem ao eleitor?”, analisou as respostas de ferramentas como ChatGPT, Gemini, Meta AI, DeepSeek, Grok, Perplexity e Claude a perguntas sobre voto. A pesquisa indicou que as plataformas mantiveram algum tipo de hierarquização de candidatos, contrariando a norma eleitoral.
Os resultados foram apresentados por Maíra Villela Almeida, pesquisadora da FGV Justiça, durante um evento promovido pela Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (Elerj). Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que providências contra as empresas de inteligência artificial estão previstas no artigo 15 do Plano de Conformidade, divulgado em 30 de julho.
As medidas incluem a obrigatoriedade de apresentação de planos de conformidade para mitigar riscos à integridade das eleições, com acompanhamento contínuo pela Justiça Eleitoral. O TSE não comentou diretamente sobre os achados da pesquisa.


