Uma pesquisa realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center e pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados revelou que quase metade dos brasileiros que detectaram sangue nas fezes não procurou atendimento médico imediatamente. O levantamento, feito com cerca de 2 mil pessoas, aponta uma contradição: a maioria reconhece os sinais de alerta, mas hesita em buscar assistência.
O estudo indicou que oito em cada dez brasileiros identificam sangue nas fezes ou alterações intestinais persistentes como sinais graves. Contudo, apenas 42% dos entrevistados classificam esses sintomas como “muito graves”. Entre aqueles que notaram o sangramento, somente 59% buscaram atendimento logo após o sintoma. Outros 19% optaram por esperar o quadro passar, enquanto 10% demoraram dias ou semanas para consultar um médico.
O câncer colorretal se origina no intestino grosso ou reto, frequentemente a partir de pólipos. Quando detectado cedo, o tumor tem altas chances de cura. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta que o Brasil registre 53.810 novos casos da doença anualmente no triênio 2026-2028, consolidando-o como o segundo tumor mais incidente no país.
Para o diagnóstico, a colonoscopia é o exame principal, sendo recomendada a partir dos 45 anos. Além disso, a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO) é uma ferramenta de rastreamento. Segundo a pesquisa, dois em cada três brasileiros (67%) nunca ouviram falar sobre o exame.

