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Educação

Pesquisador alerta sobre declínio das brincadeiras infantis

Carla Fernandes
Última atualização: 11 de julho de 2026 22:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR) afirmou que as crianças brincam menos que gerações passadas devido à sobrecarga de tarefas e ao tempo excessivo em dispositivos digitais. Ele também sugeriu ajustes sutis em cantigas tradicionais, como “Atirei o pau no gato”.

Nélio Spréa, doutor em Educação pela UFPR, explicou que o tempo de lazer diminuiu porque as crianças estão mais ocupadas com agendas e com o entretenimento digital. Segundo o pesquisador, parlendas e cantigas são momentos importantes de aprendizado, que desenvolvem desde o letramento até a sincronia de movimentos.

Sobre a alteração da letra de “Atirei o pau no gato”, Spréa declarou que, embora a mudança seja legítima por tratar de maus-tratos, a adaptação não deve ser drástica. Ele sugeriu a troca de ‘pau’ por ‘pão’ e ‘morreu’ por ‘comeu’ para manter a métrica e o fator lúdico da cantiga.

O especialista também criticou o excesso de pudor pedagógico ao modificar sabedorias populares, como em “O cravo brigou com a rosa”. Ele comentou que, em relação a brincadeiras de violência, a melhor estratégia escolar seria acompanhar a dinâmica lúdica para mediar a experiência, em vez de proibir.

Spréa alertou que o uso excessivo de telas compromete a saúde física e emocional das crianças, gerando agitação e dificuldade de interação. Ele aconselhou que as famílias delimitem o tempo de permanência em frente aos aparelhos, evitando a calmaria ilusória.

TAGGED:brincadeiras-infantiscultura popularDesenvolvimento infantileducaçãotarefas-escolaresTecnologia
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