A Petrobras operou com mais de 100% de sua capacidade nominal total de refino no segundo trimestre, impulsionada pela alta internacional do petróleo decorrente do conflito no Irã. A estratégia reduziu importações de combustíveis, mas executiva da Firjan afirmou que o resultado é fruto de modernização estruturada.
A operação acima do limite nominal foi viabilizada por investimentos em modernização do parque fabril, cujas instalações datam majoritariamente da década de 1980, segundo Karine Fragoso, gerente geral de petróleo, gás, energias e naval da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). A capacidade nacional de refino, historicamente em torno de 1,8 milhão de barris por dia, está sendo expandida para atingir 2,1 milhões de barris diários.
A representante da Firjan comentou que o óleo produzido no pré-sal brasileiro possui alta demanda internacional. Por ser mais leve e emitir menos gases poluentes, o insumo atrai um prêmio no mercado externo, o que impulsiona as exportações de óleo cru. Contudo, ela enfatizou que a prioridade de atendimento ao mercado interno permanece preservada.
Para sustentar esse patamar, a executiva destacou a necessidade de avançar em novas fronteiras exploratórias, como a margem equatorial e a bacia de Pelotas. Ela declarou que é preciso adicionar novas reservas para manter a produção atual, contando com um processo de licenciamento ambiental claro e transparente.


