Os preços internacionais do petróleo subiram para o maior nível em cinco semanas, nesta terça-feira (21), impulsionados pela escalada de tensões no Oriente Médio. A preocupação com possíveis interrupções no fornecimento global, agravada por ameaças no Estreito de Bab-el-Mandeb, levou o contrato WTI a fechar em US$ 84,34 por barril.
A alta reflete o aumento das preocupações com a segurança energética mundial. O grupo Houthi, alinhado ao Irã, alertou empresas de navegação para não carregar ou descarregar em portos da Arábia Saudita, sob risco de ataque. O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, declarou que a escalada de hostilidades no Estreito de Ormuz e no Golfo intensifica os riscos ao abastecimento global.
Os mercados registraram avanços significativos: o contrato WTI para setembro subiu 2,25%, cotado a US$ 84,34 por barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 2,00%, atingindo US$ 91,01 por barril. O Goldman Sachs alertou que o barril pode alcançar US$ 120 (R$ 609,60) diante do cenário.
Apesar da pressão altista, notícias sobre mediação reduziram parte dos ganhos. A analista sênior do Swissquote, Ipek Ozkardeskaya, comentou que relatos de um cessar-fogo de dez dias proposto por mediadores causaram leve acomodação nos preços. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não tem interesse em retomar negociações com o Irã até que o país esteja pronto.

