A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal que a investigação sobre o filho do presidente Lula não avançará antes das eleições de 2026. O adiamento ocorre devido à lentidão na análise de materiais apreendidos na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em aposentadorias do INSS.
A PF apresentou um documento ao STF, atendendo a uma determinação do ministro André Mendonça, relator do caso. O relatório detalha o andamento da Operação Sem Desconto, que iniciou em abril do ano passado. Apesar de mais de 400 mandados de busca e apreensão terem sido cumpridos, os delegados examinaram menos de 38% do acervo, que soma quase 1,7 mil itens.
A instituição estima que a análise de cada elemento demanda cerca de seis dias. Com a equipe atual, seria necessário mais de um ano para concluir os trabalhos. A PF informou que, nos próximos dois meses, focará nos investigados presos. Em seis meses, a equipe pode finalizar a fase de investigados sob medidas cautelares, momento em que os dados dos demais investigados, incluindo o filho do presidente, serão analisados.
A mudança na coordenação da operação, ocorrida em maio, foi apontada como fator que prejudicou o ritmo. A apuração foi transferida para a Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores (Cinq), retirando o delegado responsável por solicitar a quebra de sigilo bancário ao STF. O ministro Mendonça determinou a manutenção da equipe de investigação e das autoridades policiais que presidem o inquérito.

