A Polícia Federal aponta que o esquema liderado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, utilizava a intimidação de jornalistas e campanhas de desinformação para proteger a gestão fraudulenta do banco. A investigação foca em Thiago Miranda, suspeito de coordenar ações em redes sociais contra o Banco Central.
A decisão do ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), indica que Thiago Miranda foi o principal articulador de um esquema para recrutar influenciadores digitais e jornalistas. O grupo utilizava valores de até R$ 2 milhões e contratos confidenciais, ameaçando indivíduos que recusavam colaborar com o esquema.
As ações do grupo incluíam a obtenção ilegal de dados sigilosos de alvos, como a jornalista Malu Gaspar. A investigação aponta que o esquema de Vorcaro obteve dados financeiros e cadastrais da jornalista, identificando também seus filhos e o veículo que ela utilizava. O publicitário também negociava com veículos de comunicação para reduzir danos de reportagens negativas contra Daniel Vorcaro.
A estrutura criminosa do Master era dividida em núcleos. O Núcleo de Manipulação Informacional, chamado Projeto DV, era responsável por criar campanhas de desinformação. O Núcleo de Intimidação, liderado por Thiago Miranda, tinha como função coagir e obter dados sigilosos de jornalistas e concorrentes, utilizando informações obtidas ilicitamente.

