A Polícia Federal (PF) realizou uma nova fase de investigação de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta terça-feira (21). Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão no Distrito Federal e apreenderam três veículos, dois de luxo e um de colecionador, pertencentes a um lobista investigado.
A operação, determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), visa limitar o acesso financeiro do investigado. A PF apura supostos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação patrimonial. O lobista, que já foi indiciado em inquérito anterior, teve seus bens apreendidos após a defesa comunicar a existência dos veículos às autoridades em outubro de 2025.
A investigação, que envolve a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), aponta que 48 pessoas participaram de um esquema de desvio de R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas. Segundo a PF, os valores eram direcionados a empresas de fachada e utilizados para enriquecimento ilícito e corrupção de agentes públicos.
Entre os indiciados, há o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. A corporação informou que os recursos desviados eram inicialmente depositados nos cofres da Conafer, mas eram rapidamente redirecionados para operadores financeiros ligados a empresas de fachada, conforme detalhou a PF.

