A Polícia Federal avalia solicitar a inclusão do senador Flávio Bolsonaro na difusão prateada da Interpol. A medida, que utiliza uma ferramenta internacional recente, visa rastrear bens e ativos ligados a investigações sobre recursos de um filme.
A difusão prateada da Interpol, criada em 2025 e em fase piloto, funciona de maneira similar à difusão vermelha, mas seu foco é a identificação de patrimônio mantido em outros países. Com este mecanismo, autoridades estrangeiras podem localizar ativos vinculados a investigados e, conforme a legislação local, comunicar sua existência às autoridades brasileiras ou adotar medidas de bloqueio.
A análise da inclusão surgiu após a abertura de inquérito motivado por áudio em que o senador cobra do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, recursos para o filme “Dark Horse”. Os investigadores trabalham com a hipótese de que os R$ 61 milhões foram enviados ao exterior e podem ter sido desviados de sua finalidade.
A defesa do senador negou que os recursos fossem destinados ao irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. Em nota, o parlamentar afirmou que se trata de “falsa a insinuação” e sustentou que “os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”.

