A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente em Brasília. O mandado, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, visa localizar e apreender armas de fogo, munições e documentos registrados em nome do ex-mandatário.
O ministro Moraes justificou a medida alegando haver “discrepância” entre as informações processuais sobre os armamentos e as apresentadas pela defesa. A busca domiciliar visa assegurar o cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas e afastar dúvidas sobre a posse de armamentos pelo ex-presidente.
A determinação está ligada a um incidente ocorrido em 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock em uma blitz. Na ocasião, a defesa alegou que o equipamento estava inoperante e em manutenção. Apesar de a Procuradoria Geral da República não ter apontado falta grave, o STF considerou a posse de armas incompatível com a condição jurídica do ex-presidente.
Em 3 de julho, Moraes manteve a prisão domiciliar do ex-presidente, mas revogou seu porte de arma e seu certificado de CAC. O Batalhão de Polícia do Exército havia entregue seis das oito armas registradas ao órgão. A defesa alegou que duas armas não estavam no quartel, uma delas sob custódia da Polícia Civil.

