A Polícia Federal concluiu o processo administrativo disciplinar contra o ex-deputado federal e decidiu pela sua demissão da corporação por abandono de cargo. A medida, que visa o desligamento do ex-membro, depende da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para ser oficializada.
A corporação entendeu que o ex-deputado deveria ter reassumido suas funções como escrivão da Polícia Federal no Rio de Janeiro após a perda do mandato parlamentar. Por não ter retornado, foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no início deste ano. A análise interna da PF foi encerrada, e a equipe jurídica do Ministério da Justiça examina os aspectos formais do procedimento.
O ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, alega estar fora do país por considerar-se alvo de perseguição das autoridades brasileiras. Anteriormente, ele já havia sido afastado do cargo e obrigado a entregar sua carteira funcional e arma de fogo institucional.
Caso o ministro Wellington Lima e Silva homologue a decisão, o ex-deputado deixará oficialmente os quadros da corporação. Ele também foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado.

