A Polícia Federal concluiu o processo administrativo que resultou na demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo. O ex-deputado, que deveria retornar ao cargo de escrivão da PF após perder o mandato, permaneceu no exterior, gerando a ação disciplinar.
A demissão por abandono de cargo demonstra que as regras administrativas alcançam personagens influentes, reforçando o princípio do Estado de Direito. O servidor público deve cumprir deveres funcionais, independentemente de sua posição política.
Apesar da decisão, a morosidade do processo foi criticada. A demora na conclusão transmite a impressão de que o peso político do investigado interfere no ritmo da administração pública, o que enfraquece a força pedagógica da lei.
O ex-deputado optou por transformar sua permanência nos Estados Unidos em um palanque político, em vez de enfrentar as acusações institucionalmente. A conclusão do caso sinaliza que a administração pública não pode operar sob exceções personalizadas.

