A Polícia Federal concluiu a Operação Sem Desconto e pediu o indiciamento de 48 pessoas por envolvimento em esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, na sexta-feira.
A investigação, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), apura desvios acumulados entre 2019 e 2024, com valores que podem atingir R$ 6,3 bilhões. A operação teve início em 2023, quando a CGU começou a apuração sobre o aumento de entidades que descontavam valores dos benefícios.
Entre os 48 indivíduos apontados pela PF estão o ex-presidente do INSS, o ex-procurador-geral do instituto e um lobista conhecido como “Careca do INSS”. O relatório detalha o envolvimento de diversas figuras ligadas ao sistema previdenciário.
Após o envio do documento ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisará o caso. A PGR decidirá se apresenta denúncia à Justiça, solicita o arquivamento das investigações ou pede novas diligências para aprofundar o inquérito.

