A Polícia Federal indiciou nesta semana uma primeira leva de 48 investigados por envolvimento em fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os indiciados incluem ex-gestores do órgão e um deputado federal, que teria oferecido blindagem política ao esquema.
A lista de indiciados abrange figuras como o ex-presidente do INSS, o ex-procurador-geral do órgão e um lobista apontado como cabeça do esquema. Segundo o ministro André Mendonça, as investigações seguem em andamento e devem apresentar novas leva de indiciamentos nas próximas semanas. Os crimes imputados na primeira fase são organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa.
O inquérito aponta que o deputado federal Euclydes Pettersen exercia papel estratégico no esquema, oferecendo blindagem política e garantindo nomeações no INSS. A PF informou que o parlamentar teria recebido cerca de R$ 14,7 milhões em propinas de empresas de fachada. O documento também detalha movimentações financeiras em dinheiro vivo pelo deputado.
Enquanto a investigação contra um empresário ligado ao presidente da República segue sem avanço devido a problemas de pessoal na corporação, as outras frentes avançam, pressionando o ministro Mendonça a analisar pedidos de relaxamento de prisões dos investigados.

